segunda-feira, 11 de maio de 2009

Entrevista a Juliet Marillier (Parte 1)

Exclusivo do Lydo e Opinado (www.lydoeopinado.blogspot.com)

1º Pode-nos dizer com que idade começou a escrever histórias, ainda que não tivessem o formato de um romance?
Comecei a escrever histórias por volta dos sete anos de idade. Ainda tenho uma delas, sobre um robot violento. Era uma história bastante violenta – centenas de pessoas morriam nela!

2º Enquanto criança, quais eram os seus livros e escritores favoritos?Beatrix Potter, Alison Uttley (os livros Little Grey Rabbit), os livros de Tove Jansson Moomin, os livros de Nárnia, de C.S.Lewis. Quando era um pouco mais velha, eu adorava Little Women, de Louisa May Alcott, e The Secret Garden e A Little Princess, de Frances Hodgson Burnett. Eu também gostava dos romances históricos de Rosemary Sutcliffe.

3º Vamos falar da escola. Quando a Juliet era estudante tinha boas notas?
Sim, eu tinha boas notas, especialmente em qualquer coisa que tivesse a ver com línguas ou história. Também dominava bastante bem em matemática e ciências, mas nunca gostei de nenhuma das duas, e afastei-me delas o mais cedo que pude. Não era boa em desporto. Tinha de usar óculos muito grossos, e não tinha confiança nenhuma com esforços físicos.

4º Os editores aceitaram de forma imediata o seu primeiro romance, A Filha da Floresta?Eu enviei-o a um editor local, que mo enviou de volta com uma carta simpática, e que dizia que, embora não fosse o seu tipo de livro, um dos principais editores poderia estar interessado. Eu fiz uma pequena revisão, e depois enviei-o a Pan Macmillan, na Austrália, e eles aceitaram tanto A Filha da Floresta como O Filho das Sombras, que estava apenas parcialmente escrito na altura.

5º Quando teve a ideia de publicar A Filha da Floresta, imaginava que poderia vir a ter todo o sucesso que os seus livros teriam no futuro? Quais eram as suas expectativas?As minhas expectativas não eram muito elevadas. Eu tinha escrito o livro sem qualquer intuito de o publicar – na verdade, eu escrevi-o porque tinha um forte desejo de contar aquela história particular daquela forma. Portanto, eu estava extremamente ansiosa por ter um livro publicado, e não conseguia imaginar mais do que ver o meu romance na prateleira de uma livraria.

6º O que a fascina nos cenários Irlandeses que tanto usa nas suas histórias?
Os meus antepassados viveram na Escócia e na Irlanda, e eu cresci lendo acerca da mitologia e das tradições dos países célticos. Outro aspecto importante é que, em muitos pontos, a paisagem desse locais é parecida com a zona da Nova Zelândia onde nasci.

7º - Tem por hábito viajar a lugares que depois inclui nas suas histórias?
Quando é possível, sim, gosto de visitar os lugares onde os livros se passam. Normalmente viajo enquanto escrevo o livro. Quando volto, trabalho nas descrições naturais, na forma como a luminosidade ilumina, no tempo, no terreno, e por aí adiante. É possível obter essa informação em livros ou menos na Internet, mas nada é melhor do visitar o país de forma pessoal.

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